Coluna do Kadu

26 Janeiro 2018 12:00:00

ECONOMISTAS CONTEMPORÂNEOS 

Na atualidade temos excelentes nomes na economia, inclusive na brasileira e que são respeitados no mundo todos. A partir da presente data irei trazer os nomes e breves currículos de alguns que julgo relevante.

ANTONIO DELFIM NETO

Economista e político brasileiro. Cursou a Faculdade de Ciências Econômicas e Administração da Universidade de São Paulo, da qual se tornou professor catedrático. Em 1966, foi secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e, em março de 1967, assumiu o Ministério da Fazenda, mantendo-se no cargo até março de 1974. Nesse período, correspondente aos governos Costa e Silva e Garrastazu Medici, foi considerado o principal artífice do "milagre brasileiro". Embora teoricamente ligado à escola monetarista neoclássica, ao liberalismo econômico e ao antiestatismo, Delfim Neto utilizou-se amplamente dos instrumentos de intervenção estatal na economia. Com o início do governo Geisel, em 1974, foi nomeado embaixador brasileiro na França. Em 1979, assumiu o Ministério do Planejamento, no governo Figueiredo. Para enfrentar a falência do "milagre", a recessão do final da década de 70, valeu-se fundamentalmente de recursos técnicos monetaristas, enfatizando o controle dos salários como meio de combater a inflação. Com a elevação da dívida externa e diante da impossibilidade de o país saldar seus compromissos financeiros no exterior, conduziu as negociações com os credores estrangeiros e com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Esse fato e o agravamento da crise tornaram-no o principal alvo das críticas dirigidas ao governo Figueiredo. Delfim Neto escreveu O Problema do Café no Brasil, tese de doutoramento. Nessa obra, analisa as políticas dos governos brasileiros de valorização forçada do café e aponta as distorções que essas medidas acarretam para outros setores da economia brasileira. Ao mesmo tempo, mostra como isso contribui para tornar competitivo, no mercado internacional, o café produzido a custos elevados em outros países. Foi eleito deputado federal em 1986, reeleito em 1990 e novamente eleito em 1994.

CELSO MONTEIRO FURTADO  

Foi um economista brasileiro e um dos mais destacados intelectuais do país ao longo do século XX. Suas ideias sobre o desenvolvimento e o subdesenvolvimento enfatizavam o papel do Estado na economia, com a adoção de um modelo de desenvolvimento econômico de corte pré-keynesiano. Em 1946 ingressou no curso de doutorado em economia da Universidade de Paris-Sorbonne, concluído em 1948 com uma tese sobre a economia brasileira no período colonial. Nesta estadia em Paris conheceu sua primeira esposa, a química argentina Lucia Tosi. Retornou ao Brasil, trabalhando no DASP e na Fundação Getúlio Vargas.

HENRIQUE DE CAMPOS MEIRELLES

É um executivo da área financeira com sólida carreira internacional, e o atual Ministro da Fazenda do Brasil. Considerado uma das figuras mais respeitadas do ambiente financeiro brasileiro internacional, foi presidente internacional do Bank Boston e presidente do Banco Central do Brasil (BCB), cargo que ocupou de 2003 a 2011, durante o governo Lula. Foi Chairman do Lazard Americas, banco de investimento sediado em Nova York, Senior Advisor da Kolberg, Kravis and Roberts (KKR), uma empresa global de investimentos, membro do Conselho da Lloyd's of London, empresa global de seguros, membro do conselho consultivo da J&F Investimentos, membro do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, entre outros.

PAULO FURQUIM DE AZEVEDO 

É Professor Senior Fellow do Insper, onde também coordena o Centro de Estudos em Negócios, sendo responsável pelos estudos na área de saúde, regulação e concorrência. É graduado em Administração Pública, pela FGV, e é Mestre e Doutor em Economia, pela FEA-USP. Foi Visiting Professor no MIT, em 2012, e Visiting Scholar na University of California at Berkeley, em 1994. Foi Conselheiro do CADE entre 2006 e 2009, bem como professor da São Paulo School of Economics da FGV, da USP-RP e da UFSCar. É Bolsista de Produtividade do CNPq, tendo sido também parecerista e membro de conselhos editorais de diversas revistas científicas. Já coordenou projetos temáticos junto à Fapesp, na área de instituições de mercado, junto ao IDB (Inter-American Development Bank), na área de políticas de desenvolvimento, e junto ao CEDES, IDRC e CNJ, na área de Estudos Empíricos em Direito.

LUIZ CARLOS BRESSER PEREIRA

Economista, cientista político, cientista social brasileiro, administrador de empresas, e formado em direito. É professor da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, desde 1959, e edita a Revista de Economia Política desde 1981. Foi ministro da Fazenda do Brasil (1987) e, nessa condição, propôs uma solução geral para a grande crise da dívida externa dos anos 1980 na qual se baseou o Plano Brady, que resolveu a grande crise da dívida externa dos anos 80. Foi Ministro da Administração Federal e Reforma do Estado (1995-1998) e Ministro da Ciência e Tecnologia (1999). Seu trabalho como economista está atualmente focado, no lado teórico, no novo desenvolvimentismo, na macroeconomia desenvolvimentista, na crítica metodológica da economia n eoclássica, na teoria do estado democrático, social e do desenvolvimentista, e na crítica do neoliberalismo. No plano aplicado, estuda principalmente a economia brasileira, a economia latino-americana, a crise econômica e a política da globalização.