Eu quero é botar meu bloco na rua…
O pessoal já vai entregar as chaves da cidade pro Momo mesmo, então agora a bagunça é oficial, vamos aproveitar e soltar os bichos ou as bichas, depende de cada um e de seu interesse, preconceito aqui é o que não vale. A festa é livre e a cuba também, cabelo vermelho, azul, platinado ou até sem cabelo, pois é dos carecas que elas gostam mais.
Nessa festa imodesta, todo mundo quer é se dar bem, se sobrar uma eu quero também, negra, morena, mulata, loira, nissei, não tem preferência, caiu no samba tem é que rebolar. Vou desfilar no bloco dos sem causa, não sou sem teto, pois pago aluguel, não sou sem terra, porque não sou rural. Queria mesmo é uma Bolsa Família, assim tipo pizza família, a maior, cheia de dólares americanos para serem gastos em uma boa farra.
Estou pensando em convidar uma boa turma, daquelas que entendem de farra e cachaça, tipo Lula ou Dirceu, e fazer uma festa, na qual o batom na cueca seja liberado e a cueca possa conter Euro, Dólar ou qualquer moeda circulante. Eu queria mesmo era uma boxer decorada com Libra esterlina.
Brasileiro é bom de samba, de bola, de imposto e de fazer graça, o “neguin” chegou pra turista branquinha e falou:
“‘Vamo’ lá princesa, quero ver se você sabe sambar, rebola aí!”
A galerinha, toda cheia de razão, caiu na gargalhada.
A loirinha de passinho hesitante não perdeu o rebolado, isso é figurativo viu, e respondeu no “stylish”:
“Eu sambo se você soletrar o meu nome… Genevieve Berufsbezeichnung.”
Antístenes Tupiniquim de Minas, professor de Javanês e Sânscrito
























