Opinião — 06 fevereiro 2012 - ás 11:25

Fazer amigos e (ou) “ganhar” inimigos

A amizade é sentimento nobre. Com enorme potencial, na inigualável textura de amor e doação, em gradativa elaboração, ele mais se desenvolve, quanto mais o desfrutamos. É sentimento a fluir em plenitude e graça. A enriquecer e a revigorar o viver de cada dia para se atingir novos valores. E que se agigantam quanto mais o desfrutamos. A amizade é a construção sadia do -Eu- na busca da identidade. É cultuar eleitos, na nobreza de valores buscados no convívio salutar do amigo. É chegar ao ápice de uma convivência afetiva, solidária e ética. É cultivar o sadio sentimento sem mágoas e mentiras, sem cerimônias e exigências, sem barreiras e cobranças partilhando segredos e solicitando apoios.
Ter amigos é viver em estado de satisfação ou de dor-enegias vivificantes do espírito-a granjear-lhe crescimento. Ter amigo é estabelecer ponto de apoio acima da resignada aceitação do sofrer, mas na capacidade do sentir. Ser amigo é formar elo de indestrutível e sólida afinidade. É cultuar o nobre sentimento com respeito e admiração. É colocar no ápice do coração, a imagem imperecível do irmão.
Amizade é sentimento místico, puro e sublime. É vínculo, que reanima e emociona na busca de um ideal encaminhando para o Belo e para o BEM na auto-afirmação de nós mesmos. Privilegiados, os eleitos, que se enobrecem na conquista valorosa da amizade!
Napoleão afirmara: “o tolo possui grande vantagem sobre o homem de espírito – porque está sempre contente consigo mesmo”. É contentamento que o “dignifica” na proporção de sua incontida incompetência. Seu tempo, preenchido em acervos de infortúnios e invejas, ocupado em prejudicar aos que o incomodam.
Os que se aprazem em se fazer inimigo, preocupa-se em jogar chispas nos que recebem de Deus benesses tantas, que chega a perturbá-lo, torcendo para que o outro nada tenha. Amofina-se, dilacera-se em teatrais atitudes, porque, supostamente contente consigo mesmo, sabe-se, no âmago da alma, cultor do ódio, da inveja, da incompetência, da nulidade, que se registram nos obituários da História. Incapaz de exercer trabalho granjeando ao espírito graça e beleza, mira-se no espelho da estupidez, da maledicência, da falsa modéstia a destruir-se gradativamente, até que o espírito seja cremado no fogo da eterna vaidade.

Arahilda Gomes Alves é diretora/co-fundadora Fórum Articulistas de Uberaba e Região, Cônsul Poetas Del Mundo: Info_América.asp?ID=1211, Membro Clube Brasileiro da L. Portuguesa (B.H), Membro Revista Eletrônica ZAP, Membro da A.L Teófilo Otoni – ALTO, verInfo_america.asp?ID=1211 e diretora Fórum Articulistas de Uberaba e região

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Sobre o Autor

Carla

(1) Comentário

  1. Uau! Que espetáculo de fala, Prof. Arahilda! Amei ler você.Como escreve bem e com a classe do lírico. É gostoso de ler esse “amontoado” de palavras que tomam forma divinamente bem quando ditas pela professora. Tem uma forma diferente e única de escrever, no qual um texto seu pode não ter sua assinatura, mas quem lê sabe de quem é. Parabéns. 08/02/12

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