Saúde — 02 fevereiro 2012 - ás 13:41
Cintilografia é fundamental no diagnósticos de várias doenças

Sandro Neves –

A cintilografia de perfusão miocardica é o exame não invasivos mais completo para avaliação de doença arterial coronariana precoce, e um dos procedimentos mais realizados em medicina nuclear. A afirmação é do especialista em Medicina Nuclear, George Calapodopolus.
George explica que a Cintilografia de perfusão miocárdica pode ser realizada com um teste ergométrico (Estresse Físico) ou pela administração de drogas que aumentam a frequência cardíaca (Estresse Farmacológico) que além disto inclui a injeção de um traçador radioisotópico (geralmente o MIBI) na veia, na hora em que se atinge o máximo do esforço ou frequência cardíaca máxima. “Depois do exercício, o paciente deita-se em uma maca e são tiradas fotografias com uma câmara especial que vê como o traçador se distribuiu no músculo do coração. Se uma área do coração não recebe a quantidade normal de sangue, haverá um defeito na imagem produzida, porque o traçador não chegou nesta área. As fotografias feitas após o exercício são comparadas às fotografias feitas em repouso. O fluxo sanguíneo que é normal durante o repouso, mas anormal durante o exercício (um defeito de perfusão) é uma indicação de que o coração não está recebendo sangue suficiente”, esclarece.
Calapodopolus ressalta que para alguns pacientes o teste ergométrico com MIBI é mais preciso do que o teste ergométrico simples. A cintilografia de perfusão miocárdica é um exame não invasivo e não tem outros riscos além daqueles de um teste ergométrico. “O isótopo radioativo injetado para o estudo produz menos radiação que procedimentos que usam raios-X como cateterismo cardíaco ou urografia excretora e também não produz alergias”, ressalta.

Indicações – George enfatiza que as indicações mais frequentes para o teste ergométrico com MIBI (cintilografia de perfusão miocárdica esforço e repouso). Quando o teste ergométrico de rotina é inconclusivo. Quando o eletrocardiograma de repouso é anormal (p.ex. no bloqueio de ramo esquerdo) para determinar se a doença coronariana é causa ou está associada com as alterações. “Dor torácica atípica e ECG de repouso normal. Pacientes com limitação ao exercício: obesos, hipertensos, deficientes físicos ou com claudicação intermintente (estresse farmacológico com dipiridamol). O dipiridamol é um vasodilatador coronariano que simula os efeitos do exercício. Para avaliar os resultados de cirurgia de revascularização miocárdica ou angioplastia. Quando o paciente é portador de doença arterial coronariana e necessita saber a extensão e a severidade da doença (conhecido como estratificação de risco). Acompanhamento de tratamento clínico em pacientes com doença arterial coronariana.”, finaliza.

Artigos Relacionados

Compartilhar

Sobre o Autor

Carla

(0) Comentários

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Powered By Mow - Wordpress Popup Plugin