– Renata Vendramini –
Neste dia 20 de janeiro, em que se comemora o “Dia dos Farmacêuticos”, a equipe de reportagem do JORNAL DE UBERABA (JU) ressalta a importância desses profissionais.
Embora alguns acreditem que a comercialização de medicamentos, na maioria dos casos, seja praticada com absoluta simplicidade e sem atender aos mínimos requisitos, é fundamental dar ênfase que os medicamentos não podem ser tratados como uma mercadoria qualquer.
A farmácia São Sebastião, que está há vários anos no mercado de Uberaba, é conhecida na cidade pelo seu bom atendimento e pelo oferecimento de medicamentos regulamentados, com indicação e prescrição.
História – Desde o século XVIII, que, vindos a cavalo de locais distantes, clientes aguardavam a manipulação dos medicamentos, pílulas de quinino para malária ou maleita, poções, unguentos e pomadas de tutano de boi. Tudo manipulado em cálices do mais puro cristal e porcelana. Os sais, os medicamentos daquela época, eram importados com embalagens e rótulos originais.
Em meados do século XIX, a descoberta de novos medicamentos e a chegada no Brasil dos grandes laboratórios interessados em grandes vendas, sem se preocupar com a saúde do povo, afasta o farmacêutico da farmácia. Por mais de três décadas, a farmácia se torna simples revenda de medicamentos.
Mas a Farmácia São Sebastião permaneceu firme no seu propósito de estabelecimento de saúde, exercendo sempre a atenção farmacêutica de forma ética e responsável.
Mais especificamente nos últimos 24 anos, história mais recente, vivida como uma grande retomada da farmácia como estabelecimento de saúde e volta do profissional farmacêutico. Profissional este com conhecimento técnico e científico, que participa de pesquisa, produção e dispensação do medicamento, ocupa cargos de decisão sobre o uso racional e participa na elaboração de leis para o setor.
Religião – São Cosme e São Damião são considerados os padroeiros dos farmacêuticos. Esses santos foram dois irmãos gêmeos, um médico e o outro farmacêutico, que atendiam aos pacientes s empre em conjunto e sem cobrar um centavo pelo serviço prestado. Cosme, como médico, diagnosticava e prescrevia o tratamento. Enquanto Damião, desempenhando o papel de farmacêutico, preparava os medicamentos que deveriam ser administrados.
Padroeiros dos Farmacêuticos – Com as histórias de curas e milagres que teriam intermediado, os Santos Cosme e Damião são considerados padroeiros dos médicos e farmacêuticos. Por conta dos seus conhecimentos científicos aliados à fé, os santos são muito queridos, principalmente nas promessas dedicadas à obtenção de saúde.
Caixa de unguentos, frascos de medicamentos e folhas de palmeiras são seus tradicionais emblemas. Há relatos da existência, em certas igrejas, de um óleo santo, com propriedades miraculosas, que levava seus nomes e tinha o poder de acabar com doenças e tornar férteis as mulheres estéreis.
Como acontece com vários santos, a vida de São Cosme e São Damião é cercada de lendas. É dito que Cosme, Damião e Dom eram trigêmeos e que, com a morte de Dom, os outros dois irmãos tornaram-se determinados a aprender e a praticar a arte da cura, para tratar todas as crianças, de forma gratuita.
Inúmeras também são as versões sobre a morte dos “Santos Gêmeos”, conhecidos ainda como “Santos dos Pobres”. Perseguidos pelo Imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão, Cosme e Damião foram acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas. Condenados à morte, resistiram, milagrosamente, a inúmeras torturas e, por fim, foram decapitados, em cerca de 300 d.C., em Ciro, na Síria.
























