Mônica Salmazo –
Após 30 anos servindo a Justiça, o desembargador Osmando Almeida se despede dos tribunais dizendo: “Por mais de dez anos, fiquei nesta Casa. Suplantei todos os percalços e barreiras que se puseram na minha caminhada até chegar a juiz e desembargador. Cheguei trazendo experiência de mais de 30 anos no exercício da advocacia, e vim com o propósito de servir, e não de servir-me. Deixo esta Casa feliz, por ter realizado um sonho e pelas amizades que lapidei.”
A cerimônia de despedida aconteceu na última terça-feira (07), quando o magistrado ocupava o cargo de presidente e integrante da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Na oportunidade, o desembargador destacou que não vestiu a toga “atraído pelo ganho, pois este, a meu ver, é incompatível com as demandas e a responsabilidade”. Foi, sim, disse ele, com o compromisso de bem representar sua classe de origem e “honrar esta toga, buscando cumprir a missão. Posso dizer que os armários do meu gabinete estão totalmente vazios, não existindo lá um processo sequer aguardando despacho ou voto a ser elaborado. Essa é a homenagem que presto aos advogados”.
Várias condecorações marcam o percurso do magistrado. Entre as homenagens recebidas, figuram o Diploma de Honra ao Mérito da Federação dos Clubes do Estado de Minas Gerais e a Medalha de Honra “Presidente Juscelino Kubitschek” do governo do Estado de Minas Gerais. (MS)
























